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Encontro Compós 2012 - UFJF


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Filmes de família e cinema amador em discussão - 08/07/2012


 



O trabalho apresentado por Consuelo Lins e Thaís Blank no GT Estudos de Cinema, Fotografia e Audiovisual, sobre “ Filmes de família, cinema amador e a memória do mundo”, faz uma articulação entre memória e história, propondo transformar filmes de família com imagens amadoras, produzidos em grande parte por cinegrafistas judeus da Europa Central, em filmes documentários.



Thaís Blank começou sua abordagem mostrando a diferença de um cineasta amador para um cineasta familiar. Segundo Odin, autor usado como referência na pesquisa, enquanto o cineasta amador declara querer fazer um cinema de qualidade, o cineasta familiar não pretende sequer fazer um filme. Para se tornar um cineasta amador, o cinegrafista precisa retirar de suas imagens a família, ou se retirar da família para produzir imagens dela. Se quiser reproduzir a estética profissional e fazer um filme “bem feito”, o cineasta terá que se colocar de fora, se excluir.


 



Já Consuelo Lins apresentou um filme de arquivos familiares para demonstrar como, nos filmes de ficção, o espectador se identifica com a câmera-projeção e, nos filmes familiares, deve se identificar com o sujeito que está atrás da câmera, com quem é partilhada a comunicação da intimidade.



Os filmes de família e as imagens amadoras são os seus “objetos encontrados” ideais. Considerar esses acervos familiares como “objetos encontrados” significa não vê-los como arquivamento do real nem como documento do que existiu, mas como imagens captadas em certas circunstâncias sociais, técnicas, políticas, atravessadas portanto por contextos específicos. Imagens que devem ser trabalhadas, desmontadas, remontadas, relacionadas a outros tempos, outras imagens, outras histórias e memórias e não vistas como ilustração de um real preexistente.


Podemos pensar então que os cineastas que escavam imagens, tal como um arqueólogo, estão determinados a aguçar os sentidos do espectador, a abrir seus olhos, a fazê-lo ver documentos do passado de formas novas e a torná-lo mais apto a decifrar, por conta própria, a ligação entre as imagens do mundo. "O cinema amador de hoje repete, de uma forma diferente, com imagens atuais, o mesmo que filmes montados com arquivos passados apresentava em sua época", concluiu Thaís.


Por Natalie Mauad


Aluna do  período de Comunicação


 


 


 



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